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A oficina tem como objetivo construir um sintetizador analógico Little Bass. Este é um instrumento musical caseiro construído por meio de circuitos eletrônicos, com uma linguagem de programação primitiva em que a magia está em criar um zoológico não lógico de sons animais minimalistas. Não é necessário conhecimentos prévios de eletrônica. 

Acontecerá em Porto Alegre no dia 26 de novembro.
Público Alvo: Pessoas curiosas pela eletrônica doméstica.



Mais informações aqui:
Evento



Elenlindäle é o último sussurro das estrelas conforme podemos observar no lançamento realizado pelo selo em agosto desse ano. O projeto desenvolvido por Elen, aborda temática existencialista e compreendemos as influencias trazidas do cinema e da música erudita conforme ela mesmo explica em sua descrição sobre o seu álbum e o processo de construção dos sons e observação do ambiente no qual ela está:

Existencialismo na canção das estrelas.

"Enquanto observo o movimento que a brisa faz contra a janela, penso e imagino a compreensão do processo em Kafka. Estou em sua literatura, sempre esteve presente na minha própria consciência essa percepção da culpa, de julgamento proeminente e existente, saliente em meus olhos sob o mundo que me persegue. Franz era franzino e tristonho. Acompanhado da sua capacidade de obervação interior e exterior. Ele, também compreendeu aquela situação conforme meu momento. Eu já não possuo o "tempo a favor", agora, eu corro ao encontro da morte. E o julgamento, é a parte no qual, mantenho os pensamentos ativos. Não há redenção!
Como a personagem de alguma dramatização, recordo de momentos onde havia soluções fáceis a serem tomadas mas não obtive coragem em defender tal posição ou não quis mostrar interesse visível aos meus conhecidos, não que eu tenha resistido ao cruel frio da manhã, não quero que pensem sobre esse momento como algo a ser resgatado, eu compreendi a existência e respondo pelos meus próprios atos de soberba nesse exato momento. No vazio há tudo que preciso para existir, há uma quantidade superestimada de ideias onde me perco com as batidas do relógio. Marcando a hora e o tempo que não existem mais. A correnteza é sempre mais forte durante a noite. E eu resisto perante minha desobediência e esse é o destino, a responsabilidade, é o processo que o juiz no qual, regente do destino, nos oferece. O Absurdo é isso."


Signos PUB recebe no dia 30 de novembro mais uma noite de experimentalismo com a artista argentina RRAYEN.
Ela tem desenvolvido um projeto onde se utiliza como instrumento consoles de games "ultrapassados" abordando um novo formato para a composição experimental com itens colocados para fora do uso comercial. RRAYEN tem realizando um tour pela América latina e estará em Porto Alegre no final do mês junto com os artistas da Daniel Tree, Non Human e Sterea. O Evento organizando pelo majestoso Daniel Villaverde  começará às 20 horas na rua R. Joaquim Nabuco, nº 272 na Cidade Baixa e tem como valor de entrada R$10.

Mais infos, poderá ler essa excelente matéria aqui!

DEUS E O DIABO tem início em 1998, com Martinelli, Klamt, Maurício e Marcelo. Em 97, todos eram “Vestido de Mulher”. Já como DEUS E O DIABO iniciam uma série de shows e novas criações. Todas as composições são próprias, em português. Na primeira fase, a banda tem a participação de Cristiano Rosa, que introduz o sampler nas canções. Em 98 vencem o Garagito, como banda revelação. Nessa época, os shows são marcados por perfomances niilísticas e apológicas. Apresentações do tipo “bêbados tocando qualquer nota” são mescladas com shows antológicos e precisos - sempre longe da rotina de escritório. A crítica não especializada aponta sexismo, hostilidade e desilusão amorosa na mensagem.

A primeira fase passa.
Em 99 entra Thiane Nunes, contrabaixo da extinta banda Slide. Com a saída de Crosa, a bela passa a operar também os efeitos e, posteriormente, vocais. Nessa fase, é lançado o primeiro trabalho: um single com as músicas HIV, Iceberg, Ambulância e Cocaína. Os sons retratam apenas o período inicial. As músicas Iceberg e Cocaína são tocadas nas rádios, esporadicamente. Depois de algumas apresentações com a nova formação e bons espetáculos (“Tributo à Putaria” é um exemplo, com inserção de vídeos autorais, pornôs do início do século XX e montagens pornográficas), DEUS E O DIABO entra em estúdio e segue as gravações do CD com o mago da música diferente: Thomas Dreher, que havia sido o responsável pelo single.
Em fevereiro de 2000, o trabalho é concluído. Todas composições são da banda e letras de Martinelli, que faz uma parceria com Klamt em “Outra”. “Deus e o Diabo”, com 18 músicas, incluindo introduções e vinhetas como “Bonitinha, mas ordinária”, de Nelson Rodrigues e “Os outros que se danem Futebol Clube”, de Nelson Gonçalves, ainda traz uma caminhada de Martinelli até a casa da mãe. Thiane, que também cuidara da arte do primeiro single (antes de fazer parte da banda), trabalha a capa do CD, que conta com uma foto espontânea, mas teatral, feita por Priscilla Machado. O nome da banda e as composições são registradas oficialmente. Em maio, o novo álbum, intitulado DEUS E O DIABO, é lançado de forma independente. A música Itinerário passa a ser executada com freqüência em algumas rádios.
O grupo mergulha numa nova fase, mais melancólica, segue apresentações pelo underground da Capital e faz aparições em estações de TV. A banda decide afastar-se dos palcos, sob a justificativa: “somos criadores e não vendedores”. Fases que passam. Em 2001 é filmado em SuperVHS o clipe “Itinerário”, dirigido por Munir Klamt. Diversos shows, alguns especialmente teatrais, alimentam a aura “cool”, como começam a ser chamados na cidade, inclusive por outras bandas. Alguns os criticam como “blasés”, título que utilizariam na chamada de um show, numa espécie de crítica autoral.
Alex Osterkamp entra para a banda empunhando os violões, a princípio para preencher arranjos compostos por Marcelo e depois como membro atuante nas composições. Em seguida, em meados de dezembro de 2003, as participações de Desirée Marantes no violino são oficializadas com um convite ao vivo para fazer parte do grupo.
As criações continuam, lançam o primeiro site e entram em estúdio. 2002 foi o ano de gravações e entrevistas, com alguns poucos shows respeitando a idéia da qualidade vs quantidade. A vocalista ganha aura de escritora - influência da contra-cultura? - e lança o livro “Configurações do Grotesco - da Arte à Publicidade”. Em 2003 finalizam novo material e encaminham a prensagem do primeiro CD de áudio da banda, em meio a conturbadas mudanças na legislação e normas do ECAD. Após o EP 2002 (que daria uma prévia do novo CD) e do Single ONU & EUA em 2003, lançam este ano seu novo trabalho: “Também Morrem os Verões”, com 11 faixas. As gravações e prensagem foram feitas de forma independente e a distribuição está sendo negociada pelo embrião EX-ARTE com diversos selos do país. Está programado o lançamento do novo trabalho, novo clipe, bem como uma série de shows, eventos artísticos e Festivais para divulgação do mesmo. O selo EX-ARTE, criação de alguns dos integrantes, também tem sua estréia marcada ainda para este ano.
(Jesus de Martí, janeiro de 2004).
Os integrantes são uma família, “uma espécie de máfia”. Osterkamp tocava na tenra infância com Marcelo e Maurício (irmãos gêmeos), primos de Martinelli, amante de Thiane e melhor amiga de Klamt, que por sua vez trouxe Desirée para nossas vidas. Segundo Martinelli, “Deus e o Diabo não é uma banda, principalmente no momento em que nenhum dos integrantes considera-se músico. Deus e o Diabo é um veículo de registro de nossa história contemporânea, sem vencidos ou vencedores”.