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DEUS E O DIABO tem início em 1998, com Martinelli, Klamt, Maurício e Marcelo. Em 97, todos eram “Vestido de Mulher”. Já como DEUS E O DIABO iniciam uma série de shows e novas criações. Todas as composições são próprias, em português. Na primeira fase, a banda tem a participação de Cristiano Rosa, que introduz o sampler nas canções. Em 98 vencem o Garagito, como banda revelação. Nessa época, os shows são marcados por perfomances niilísticas e apológicas. Apresentações do tipo “bêbados tocando qualquer nota” são mescladas com shows antológicos e precisos - sempre longe da rotina de escritório. A crítica não especializada aponta sexismo, hostilidade e desilusão amorosa na mensagem.

A primeira fase passa.
Em 99 entra Thiane Nunes, contrabaixo da extinta banda Slide. Com a saída de Crosa, a bela passa a operar também os efeitos e, posteriormente, vocais. Nessa fase, é lançado o primeiro trabalho: um single com as músicas HIV, Iceberg, Ambulância e Cocaína. Os sons retratam apenas o período inicial. As músicas Iceberg e Cocaína são tocadas nas rádios, esporadicamente. Depois de algumas apresentações com a nova formação e bons espetáculos (“Tributo à Putaria” é um exemplo, com inserção de vídeos autorais, pornôs do início do século XX e montagens pornográficas), DEUS E O DIABO entra em estúdio e segue as gravações do CD com o mago da música diferente: Thomas Dreher, que havia sido o responsável pelo single.
Em fevereiro de 2000, o trabalho é concluído. Todas composições são da banda e letras de Martinelli, que faz uma parceria com Klamt em “Outra”. “Deus e o Diabo”, com 18 músicas, incluindo introduções e vinhetas como “Bonitinha, mas ordinária”, de Nelson Rodrigues e “Os outros que se danem Futebol Clube”, de Nelson Gonçalves, ainda traz uma caminhada de Martinelli até a casa da mãe. Thiane, que também cuidara da arte do primeiro single (antes de fazer parte da banda), trabalha a capa do CD, que conta com uma foto espontânea, mas teatral, feita por Priscilla Machado. O nome da banda e as composições são registradas oficialmente. Em maio, o novo álbum, intitulado DEUS E O DIABO, é lançado de forma independente. A música Itinerário passa a ser executada com freqüência em algumas rádios.
O grupo mergulha numa nova fase, mais melancólica, segue apresentações pelo underground da Capital e faz aparições em estações de TV. A banda decide afastar-se dos palcos, sob a justificativa: “somos criadores e não vendedores”. Fases que passam. Em 2001 é filmado em SuperVHS o clipe “Itinerário”, dirigido por Munir Klamt. Diversos shows, alguns especialmente teatrais, alimentam a aura “cool”, como começam a ser chamados na cidade, inclusive por outras bandas. Alguns os criticam como “blasés”, título que utilizariam na chamada de um show, numa espécie de crítica autoral.
Alex Osterkamp entra para a banda empunhando os violões, a princípio para preencher arranjos compostos por Marcelo e depois como membro atuante nas composições. Em seguida, em meados de dezembro de 2003, as participações de Desirée Marantes no violino são oficializadas com um convite ao vivo para fazer parte do grupo.
As criações continuam, lançam o primeiro site e entram em estúdio. 2002 foi o ano de gravações e entrevistas, com alguns poucos shows respeitando a idéia da qualidade vs quantidade. A vocalista ganha aura de escritora - influência da contra-cultura? - e lança o livro “Configurações do Grotesco - da Arte à Publicidade”. Em 2003 finalizam novo material e encaminham a prensagem do primeiro CD de áudio da banda, em meio a conturbadas mudanças na legislação e normas do ECAD. Após o EP 2002 (que daria uma prévia do novo CD) e do Single ONU & EUA em 2003, lançam este ano seu novo trabalho: “Também Morrem os Verões”, com 11 faixas. As gravações e prensagem foram feitas de forma independente e a distribuição está sendo negociada pelo embrião EX-ARTE com diversos selos do país. Está programado o lançamento do novo trabalho, novo clipe, bem como uma série de shows, eventos artísticos e Festivais para divulgação do mesmo. O selo EX-ARTE, criação de alguns dos integrantes, também tem sua estréia marcada ainda para este ano.
(Jesus de Martí, janeiro de 2004).
Os integrantes são uma família, “uma espécie de máfia”. Osterkamp tocava na tenra infância com Marcelo e Maurício (irmãos gêmeos), primos de Martinelli, amante de Thiane e melhor amiga de Klamt, que por sua vez trouxe Desirée para nossas vidas. Segundo Martinelli, “Deus e o Diabo não é uma banda, principalmente no momento em que nenhum dos integrantes considera-se músico. Deus e o Diabo é um veículo de registro de nossa história contemporânea, sem vencidos ou vencedores”.







Os piracicabanos da Macedusss & Bando em único show na linda Florianópolis, e é gratuito!

Nessa quarta-feira, dia 13 de setembro, os amalucados da Macedusss & As Desajustados Bando chegam do interior de São Paulo, mais precisamente da terra da pamonha: Piracicaba, para executar o seu som noise surf experimental na ilha. Macedusss será o nome de peso a se apresentar no encerramento da II FLAU - Feira Livre de Arte Universitária, na UDESC. O agito acontece as 19h do dia 13 de setembro, uma quarta-feira, no teatro de arena da universidade.

Macedusss & Banda é reconhecido internacionalmente no universo da música experimental acadêmica. Chegando inclusive a ser chamado de o "Hermeto Pascoal caipira" por conta de sua origem no interior de São Paulo. Alias, origem caipira essa que é levantada com orgulho pelo bando Macedusss. Nesse show mesmo estará sendo lançado sua nova cancão denominada como "Piracicaba cidade pós-caipira, mais saborosa que uma pamonha". Música essa que faz parte do novo disco que deve sair até dezembro e vai se chamar "Piracicaba, uma ilha cercada de terra por todos os lados".

A novidade desse show de Macedusss & Bando é o que esta sendo chamado de concepção de "código aberto". Ou seja: toda e qualquer pessoa que queira participar, que tenha vontade de executar o sonho juvenil de fazer parte de uma banda e subir a um palco está mais que convidada. Pode aparecer qualquer pessoa e tocar qualquer coisa e ou qualquer instrumento, convencional ou não.

Macedusss & Banda as 19h na II FLAU, no teatro de arena da UDESC. Gratuito e de livre acesso! Florianópolis não será mais a mesma após esse show!

A aclamada banda paulistana OLHOS DE GUAXINIM vem a Piracicaba para participar de um combate musical a convite de MACEDU$$$ e seu conjunto (As Desajustado Bando). No dia 29 de abril de 2017 (data pós GREVE GERAL nacional e pré dia de luta dos TRABALHADORES) nada mais apropriado que um combativo concerto experimental musical dialético na sede cultural da Causa Operária na cidade capital de todos os caipiras. 

Este show esta sendo pensado no marco das atividades levadas a cabo por Macedusss dentro de sua auto residencia artística, cultural e política no interior paulista. Macedusss que é oriundo de São Leopoldo, interior do RS, se submeteu a uma especie de exílio onde busca experimentar existencialmente o dia a dia calcado na solidão e na distancia de seus pares e de seu solo natal. Com o intento de mostrar que é possível aprender consigo mesmo, de forma autônoma, inculca a experimentação de uma residencia artista onde se é o residente e o que recebe o artista, sendo os dois ao mesmo tempo.

O concerto combate entre MACEDU$$$ e OLHOS DE GUAXINIM é pensado e será executado a partir da ideia guia de que a música é qualquer coisa e ter uma banda é para qualquer um. Levantando o manifesto moral da "Estética da Preguiça" (para que fazer algo se é possível copiar e reproduzir o que já existe) e cultuando o lixo como substrato superior do humano esse encontro vai ser gestado. 

Piracicaba vai tremer e se realocar no mundo e entretanto a vida vai seguir igual. Assim é a arte: responsável por nada e criadora de bobagens.
O tão esperado 12° disco do conjunto capilé Macedusss & Bando (o 3° ao vivo) chega ao ar: de forma totalmente gratuita e experimental. O disco é resultado do aclamado show que o grupo realizou na cidade do Rio de Janeiro em dezembro passado. Concerto esse que foi uma seção livre e totalmente no nível código aberto da música: do jazz, ao noise e passando muito pelo dub de protesto. A festa musical e alegre foi levada a cabo por Macedusss & As Desajustado Bando na companhia do punk-noiser carioca God Pussy e com a presença mais que especial de Tantão (ex Black Future) e Marlos Alves de Souza (ex Chimarrão for All!). Macedusss Bando foi considerado pelos cariocas como uma especie de Frank Zappa capenga capilé, devido a sua profusão brutal na experimentação sonora, ética e estética, somada a um cuidadoso culto a sua cidade natal, São Léo, e ao time local, o nosso querido e lindo Aimoré. Claro que as camisas do Clube Esportivo Aimoré, o índio chefe da taba leopoldense, bem como a bandeira de São Leopoldo e do glorioso Rio Grande do Sul estavam a pleno, por todos os lados que Macedusss chegava em terras fluminenses e cariocas. O disco foi lançado pelo selo gaúcho Kowa Records (MACEDUSSS, 2017) em formato digital (no link que segue ao final dessa matéria) e de forma física (em um belo CD pintado a mão pelo artista plástico e mestre Kowa Koala) que será distribuído ao preço de custo nos shows pela região. E fiquem atentos: o 13° disco de Macedusss & Banda já tem nome e algumas músicas gravadas. Será um álbum duplo de estúdio, também absurdamente experimental, chamado de Índio Power vs. Aimoré or Die! Macedusss é o mais puro e belo amor por São Leopoldo e pelo Aimoré.

O disco "Macedusss Vs. God Pussy (Feat Tantão) São Leopoldo mais saudável que o Rio de Janeiro" está em: https://kowarecords.bandcamp.com/album/macedusss-vs-god-pussy